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	<title>Delf Engenharia</title>
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		<title>O que é PMOC?</title>
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				<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 19:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[@delf]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>É um Plano de Manutenção Operação e Controle, exigido pela Portaria 3.523/MS. Nele é estipulado quando as verificações e correções técnicas deverão ser executadas em cada ponto do sistema de refrigeração. É especificado também, qual o número de ocupantes de cada ambiente refrigerado, a carga térmica do equipamento e o tipo de atividade desenvolvida no local. [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É um Plano de Manutenção Operação e Controle, exigido pela <a href="http://www.refrigeracao.net/Legislacao/ms_3523.pdf"><strong>Portaria 3.523/MS</strong></a>. Nele é estipulado quando as verificações e correções técnicas deverão ser executadas em cada ponto do sistema de refrigeração. É especificado também, qual o número de ocupantes de cada ambiente refrigerado, a carga térmica do equipamento e o tipo de atividade desenvolvida no local.</p>
<p style="text-align: justify;">A lei, que passou a valer a partir da data de sua publicação (4 de janeiro de 2018), visa garantir a boa qualidade do ar e eliminar/minimizar os riscos potenciais à saúde das pessoas que ocupam esses espaços.</p>
<p style="text-align: justify;">A norma é bem objetiva e traz em cinco artigos quais locais estão obrigados a adequação (art. 1º), as definições adotadas e fixadas pela respectiva lei (art. 2ª), os parâmetros de qualidade que devem ser obedecidos (art. 3º), quais sejam os regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (<a href="http://revistadofrio.com.br/2017/02/prevencao-palavra-de-ordem-no-hvac-r/"><strong>ABNT</strong></a>) e, por fim, estabelece o prazo de 180 (cento e oitenta) dias aos proprietários, locatários ou prepostos responsáveis por sistemas de climatização instalados anteriormente a lei para o cumprimento do dispositivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um único ponto foi vetado pelo Presidente da República, o §2º do art. 1º, o qual previa a responsabilização do PMOC, exclusivamente, ao engenheiro mecânico.  A razão do veto é pelo fato de que “o dispositivo cria reserva de mercado desarrazoada”, fato que viola o inciso XIII do artigo 5<u><sup>o</sup></u> da Constituição Federal, que garante o direito ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a obrigatoriedade do PMOC tenha sido fixada somente neste ano, várias empresas do pais já adotavam o plano de manutenção em seus sistemas de ar condicionado devido às vantagens proporcionadas por essa gerência.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Ambientec</strong> lista razões pelas quais sua empresa deve ficar em dia com <strong>PMOC</strong>:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Obrigatoriedade de adequação a Lei 13.589<strong>/2018</strong></li>
<li>Melhoria da qualidade do ar interno, evitando a concentração de ácaros, fungos, mofo e bactérias;</li>
<li>Preservação do rendimento e funcionamento adequado do equipamento;</li>
<li>Ação preventiva em peças que apresentam desgaste natural, evitando quebras e equipamento parado;</li>
<li>Prorrogação da vida útil do equipamento. Sem o <strong>PMOC </strong>e um plano de manutenção adequado, o tempo de vida útil pode ser reduzido em até 70%;</li>
<li>Promoção de melhor qualidade do ar evitando doenças respiratórias e problemas financeiros acarretados por funcionários de licença médica ou possíveis processos por parte de pessoas que sejam afetadas pela má qualidade do ar no edifício;</li>
<li>Regularização a lei, sendo que o descumprimento da mesma pode acarretar em multa (de até R$ 200.000,00 e dependendo a área de atividade da empresa chegar a 1,5 milhão) e processos judiciais.</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Lei/L13589.htm">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/Lei/L13589.htm</a></p>
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		<title>Panorama geral da NBR 16655-1/2/3, Instalação de Sistemas Residenciais de Ar-Condicionado</title>
		<link>https://delfengenharia.com.br/panorama-geral-da-nbr-16655-1-2-3-instalacao-de-sistemas-residenciais-de-ar-condicionado/</link>
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				<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 19:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[@delf]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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				<description><![CDATA[<p>Introdução ABNT CB-055 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, tem a missão de: Prover a sociedade brasileira de conhecimento sistematizado, por meio de documentos normativos, que permitam a produção, a comercialização e o uso de bens e serviços de forma competitiva e sustentável nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento científico, [&#8230;]</p>
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]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><strong>Introdução ABNT CB-055</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, tem a missão de:</p>
<blockquote><p>Prover a sociedade brasileira de conhecimento sistematizado, por meio de documentos normativos, que permitam a produção, a comercialização e o uso de bens e serviços de forma competitiva e sustentável nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico, proteção do meio ambiente e defesa do consumidor.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Lembrando também que normalização:</p>
<blockquote><p>É a maneira de organizar as atividades, pela criação e utilização de regras ou normas, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A Abrava é a secretaria técnica do Comitê Brasileiro da ABNT CB-055 Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento, um órgão técnico da estrutura da ABNT, formado por Comissões de Estudo(1), com âmbito de atuação:</p>
<blockquote><p>Normalização no campo da refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento compreendendo refrigeração comercial e industrial, ar condicionado comercial e industrial, ventilação comercial e industrial e aquecimento convencional e solar, no que concerne à terminologia, classificação; identificação; desempenho e ensaios de máquinas, equipamentos e sistemas; projeto, execução e manutenção de sistemas; conservação de alimentos perecíveis; conforto humano; qualidade do ar e conservação de energia em ambiente comercial e industrial.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O processo de elaborar uma norma tem em geral os seguintes passos:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>A sociedade manifesta a sua necessidade.</li>
<li>Uma Comissão de Estudo, com representantes de todos os setores interessados, elabora o projeto de norma por consenso.</li>
<li>O projeto é submetido à consulta nacional.</li>
<li>A norma é aprovada e publicada.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">(1) A participação nas Comissões de Estudos é aberta a todos os interessados, não se restringindo aos profissionais convidados pelo comitê. Quem estiver interessado em participar dos trabalhos das Comissões de Estudos deve entrar em contato com a secretaria do ABNT/CB-55 na Abrava através do telefone (11) 3361.7266 ramal 124 ou pelo e-mail <a href="mailto:cb55@abnt.org.br">cb-055@abnt.org.br</a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Por quê a elaboração da NBR 16655 – Instalação de sistemas residenciais de ar-condicionado – dividido e compacto</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Posso afirmar com segurança que o início da elaboração da NBR 16655 foi devido a uma solicitação da Cida Contrera, participante de nossas reuniões, com uma solicitação aparentemente simples:</p>
<blockquote><p>Estou preocupada com os suportes das unidades externas de minisplit, não existe uma norma que possa assegurar que não teremos graves acidentes devido a possibilidade da queda dos equipamentos.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Esta preocupação fazia todo o sentido do mundo:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Sistemas estruturais possuem coeficientes de segurança em torno de 4, ou seja, a tensão no material é 1/4 da tensão máxima admissível.</li>
<li>Qual é a carga a ser considerada na unidade condensadora?</li>
<li>Qual a força do vento?</li>
<li>Qual o impacto do instalador apoiando o peso do corpo no suporte durante a instalação?</li>
<li>Foi considerado a corrosão ao longo do tempo em estruturas de aço carbono?</li>
<li>Foi considerado o risco em caso de incêndio do suporte (plástico) ceder devido à alta temperatura dos gases de combustão?</li>
<li>Como será feito o processo de fixação na parede?</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Foram convidadas diferentes pessoas de diferentes atividades como fabricantes de suportes, instaladores, fabricantes de equipamentos, projetistas, construtoras etc. que deram origem a novas perguntas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>É um mercado importante?</li>
<li>Existe o uso por pessoas comuns, sem um treinamento específico?</li>
<li>O que é importante na instalação: posição de insuflação e circulação do ar, renovação do ar, filtragem do ar; em resumo, a qualidade do ar?</li>
<li>Em relação à interligação da tubulação de fluido frigorífico, qual a confiabilidade da instalação?</li>
<li>O ponto de força do disjuntor da alimentação elétrica do apartamento e no quadro de distribuição interno ao apartamento, assim como a fiação elétrica, suportarão?</li>
<li>No caso de vários consumidores, como um prédio de apartamentos, existe a disponibilidade de demanda e consumo elétrico no quadro de entrada de força da concessionária?</li>
<li>O acesso para a manutenção e higienização das unidades externas e internas é seguro?</li>
<li>Como estimar a carga térmica de refrigeração e o consumo de energia para a escolha do equipamento?</li>
<li>Como trabalhar com um mercado incontrolável com relação a fabricantes, instaladores, mantenedores e usuários? Haverá treinamento e certificação?</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A conclusão foi a de que a informação existe, mas está dispersa em muitas áreas da engenharia, não estando dedicada a uma aplicação importantíssima de condicionamento de ar, o mercado de unidades de pequeno porte de sistemas residenciais divididos ou compactos, tornando a norma necessária e importante.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Mercado de condicionamento de ar</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A figura 1 resume pesquisa e análise realizada pela Abrava em 2017, quanto à estimativa do mercado em toneladas de refrigeração (1 tr = 3,516 kW = 3024 kcal/h = 12.000 BTU/h).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter wp-image-110 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura1.jpg" alt="" width="707" height="434" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura1.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura1-300x184.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: justify;">É indiscutível a importância do mercado de sistemas de condicionamento de unidades divididas e compactas com capacidade inferior a 18 kW de capacidade de refrigeração:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Split highwall + Inverter = 72%.</li>
<li>Compactos (janela) = 10%.</li>
<li>Sistemas de expansão indireta (água gelada): Refrigeradores de água (5%) + Condicionadores de ar F&amp;C (3%) = 8%.</li>
<li>Sistemas de múltiplas unidades internas e central externa (VRF – fluxo de refrigerante variável) = 3%.</li>
<li>Unidades compactas (<em>selfcontained</em>) = 3%</li>
<li>Outros = 3%</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O mercado de pequeno porte residencial e comercial, instalações com capacidade de refrigeração inferior a 18 kW, representa 82% do total do mercado em tr e tem apresentado um crescimento em torno de 10% ao ano nos últimos 20 anos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Acidentes</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente eles existem, conforme as imagens capturadas em situações cotidianas, aqui exibidas.</p>
<figure id="attachment_111" aria-describedby="caption-attachment-111" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-111" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura2.jpg" alt="" width="707" height="426" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura2.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura2-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-111" class="wp-caption-text">Suporte frágil não aguentou o peso da condensadora.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_112" aria-describedby="caption-attachment-112" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-112 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura3.jpg" alt="" width="707" height="426" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura3.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura3-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-112" class="wp-caption-text">Equipamentos simplesmente apoiados na laje ou a fixação na parede não suportou o vento.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_113" aria-describedby="caption-attachment-113" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-113 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura4.jpg" alt="" width="707" height="426" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura4.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura4-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-113" class="wp-caption-text">Corrosão e quebra do suporte com a queda da unidade externa.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_114" aria-describedby="caption-attachment-114" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-114 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura5.jpg" alt="" width="707" height="426" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura5.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura5-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-114" class="wp-caption-text">Queda de um equipamento ao ser instalado.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_115" aria-describedby="caption-attachment-115" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-115 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura6.jpg" alt="" width="707" height="426" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura6.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura6-300x181.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-115" class="wp-caption-text">Total irresponsabilidade do instalador, o suporte tem que suportar o peso do equipamento somado ao peso do instalador.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Confiabilidade da instalação</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O equipamento é dividido em duas unidades: uma externa (normalmente condensador) e a outra interna (normalmente o evaporador), necessitando de uma interligação frigorífica com procedimentos rigorosos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Encaminhamento, isolamento térmico e barreira de vapor;</li>
<li>Procedimentos de solda, ensaios de estanqueidade (vazamento), vácuo e carga de fluido frigorífico;</li>
<li>Presença de água ou de ar podem decompor o óleo lubrificante e o fluido frigorífico, tornando-os ácidos e prejudiciais ao bobinado do motor, por exemplo;</li>
<li>A carga do fluido frigorífico tem que estar conforme a instrução do fabricante; a variação de ± 20% da carga nominal é suficiente para reduzir a capacidade de refrigeração do equipamento.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Instalação elétrica</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A instalação elétrica de alimentação do equipamento é fonte de grandes transtornos em função de erros como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Um único disjuntor alimentando dois ou mais condicionadores com capacidade incompatível com a fiação, ou seja, o fio pode entrar em curto e o disjuntor não desarmar;</li>
<li>Fiação elétrica muito longa, adequada como corrente elétrica mas insuficiente como queda de tensão na partida, podendo impedir o compressor monofásico de partir.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Geração e distribuição de energia elétrica</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Em 19 de janeiro de 2019 houve um apagão parcial provocado pelo desligamento voluntário do sistema de distribuição para evitar um prejuízo maior. Três regiões no Brasil ficaram sem energia: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O motivo foi o desbalanceamento entre a produção, distribuição e consumo de energia nestas regiões devido a:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ter sido um dos dias mais quente da estação, provocando o uso intensivo do ar condicionado nos escritórios, fábricas e residências;</li>
<li>Nível insuficiente de água nas barragens hidroelétricas de geração de energia, provocando menor produção de energia;</li>
<li>Antes do colapso de todo o sistema de distribuição de energia elétrica foi reduzida a carga, desligando algumas regiões às três horas da tarde;</li>
<li>O pico de energia normalmente era das 17h00 às 20h00, neste caso ocorreu às 15h00.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A energia elétrica gerada e distribuída no Brasil é insuficiente para o potencial de consumo instalado.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Parte 1 – Projeto e instalação</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Escopo</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Se aplica a instalações residenciais de condicionamento de ar para equipamentos compactos e divididos, cuja capacidade máxima é de até 18 kW (60.000 BTU/h) nas condições nominais descritas na NBR 11215 Equipamentos unitários de ar-condicionado e bomba de calor – Determinação da Capacidade de resfriamento e aquecimento (baseada na AHRI 210/240).</li>
<li>Descreve os requisitos mínimos do projeto, fabricação e instalação dos suportes de fixação das unidades externas em qualquer aplicação de unidades compactas e divididas com capacidade de até 18 kW (60.000 BTU/h).</li>
<li>Descreve os procedimentos para assegurar que a instalação, o desempenho, a operação e a confiabilidade satisfaçam o usuário final.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Requisitos gerais</em></p>
<p style="text-align: justify;">O planejamento da instalação orienta o instalador como deve proceder na análise para estabelecer a viabilidade da instalação, oferecendo ao cliente informações do correto desempenho do condicionador de ar:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Viabilidade da instalação da unidade externa;</li>
<li>Viabilidade da instalação da unidade interna;</li>
<li>Viabilidade da instalação elétrica;</li>
<li>Viabilidade da instalação da tubulação do fluído frigorífico;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Projeto da instalação</em></p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental um mínimo de informação sobre a instalação para confirmar que o que foi combinado foi entregue com plena condição de operação, com os parâmetros de operação, manutenção e controle, através do projeto da instalação, composto por:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Memorial descritivo;</li>
<li>Arranjo físico;</li>
<li>Esquema elétrico de força e de comando;</li>
<li>Termo de entrega da instalação;</li>
<li>Pré-seleção do equipamento – capacidade de refrigeração e de consumo;</li>
<li>Tubulação frigorífica.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Suporte interno e externo</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assegurar que a escolha do suporte externo, ou mesmo o interno, foi feito de forma correta quanto ao dimensionamento físico, resistência mecânica e de corrosão do suporte interno e externo da unidade:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Suportes com certificado de garantia, manual de instalação e de manutenção;</li>
<li>Detalhe de instalação das unidades internas;</li>
<li>Dimensionamento do suporte externo para suportar 100 kg + 2x o peso da unidade;</li>
<li>Tempo mínimo de vida de 5 anos mantendo as condições originais;</li>
<li>Prever distância para a circulação do ar na unidade externa;</li>
<li>Fixação conforme o material da parede (ver anexo C);</li>
<li>Resistência a radiação solar;</li>
<li>Resistência ao fogo;</li>
<li>Inspeção periódica.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Execução da instalação, partida inicial e manutenção preventiva e corretiva</em></p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente a norma informa sobre a instalação, partida inicial e manutenção:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Preparação da instalação;</li>
<li>Dimensionamento e instalação da tubulação de fluIdo frigorífico;</li>
<li>Especificação do isolamento térmico com muito cuidado para evitar a condensação do vapor d’água do ar (ver anexo D);</li>
<li>Dreno da água com isolamento com inclinação favorável para evitar o acúmulo de água;</li>
<li>Instalação elétrica com disjuntor e fiação corretamente dimensionados e dedicados a cada equipamento;</li>
<li>Na partida inicial é muito importante que os valores de operação, como temperaturas de entrada e de saída do ar e pressões saturadas de sucção e de descarga da unidade interna, sejam registradas para comparação no futuro (ver anexo B);</li>
<li>Higienização, manutenção preventiva e corretiva, conforme a orientação do fabricante;</li>
<li>Filtragem e renovação do ar (anexo A).</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Parte 2 – Procedimentos para ensaio de estanqueidade, desidratação e carga de fluIdo frigorífico nos condicionadores de ar</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Escopo</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Descreve os requisitos mínimos para o procedimento de ensaio de vazamento, desidratação e carga de refrigerante para as linhas de refrigerante para conexão da unidade interna à unidade externa do equipamento de condicionamento de ar em qualquer aplicação com capacidade de até 18 kW (60.000<br />
BTU/h ) e os procedimentos para garantir que a instalação, desempenho, operação e confiabilidade satisfaçam o usuário final.</li>
<li>Se aplica a instalações residenciais de condicionamento de ar para equipamentos compactos e divididos, cuja capacidade máxima é de até 18 kW (60.000 BTU/h)<br />
nas condições nominais descritas na AHRI 210/240.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Requisitos gerais</em></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O procedimento a ser usado é o do fabricante do equipamento, na falta deste usar a recomendação desta norma;</li>
<li>Arranjos de tubulações de interligação frigorífica;</li>
<li>Encaminhamento;</li>
<li>Análise da perda de pressão em função da capacidade e diâmetro da tubulação;</li>
<li>Dilatação e isolamento térmico;</li>
<li>Montagem, fixação e brasagem da tubulação;</li>
<li>Pressurização/vazamento;</li>
<li>Procedimento de vácuo, quebra de vácuo, carga de óleo e de fluido frigorífico;</li>
<li>Memorial descritivo.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Parte 3 – Método de cálculo simplificado da carga térmica de refrigeração e de aquecimento</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><em>Escopo</em></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Apresenta um procedimento simplificado de cálculo de carga térmica de ar-condicionado para instalações residenciais, com os seguintes objetivos:</li>
<li>A partir das informações do cliente, calcular os parâmetros de capacidade de refrigeração e aquecimento;</li>
<li>Orientar o cliente nas ações para redução da necessidade de refrigeração/aquecimento, por exemplo, vidros com tratamento térmico de reflexão e/ou absorção da radiação solar;</li>
<li>Estimar o ponto de energia elétrica necessário e a sua compatibilidade com o disponível na instalação.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota</strong>: É recomendável o uso de programas de computador disponíveis para o cálculo de carga térmica, sendo obrigatório o cálculo completo no caso de instalações com ambientes repetitivos ou os ambientes residenciais múltiplos e repetitivos para diferentes famílias (apartamentos).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Introdução</em></p>
<p style="text-align: justify;">O aumento da base instalada de equipamentos de ar-condicionado residencial em operação trouxe como consequência um aumento na demanda e no consumo de energia elétrica, com risco de sobrecarga no sistema de geração e de distribuição. O cálculo da carga deve permitir a escolha de equipamentos com a capacidade correta, evitando o superdimensionamento na escolha do equipamento com um aumento desnecessário do consumo da energia elétrica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-116 aligncenter" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura7.jpg" alt="" width="707" height="340" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura7.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura7-300x144.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Somente como informação: trabalha-se com uma carga de refrigeração típica de 6 m2/kW de área de piso por potência de refrigeração em kW (21 m2/tr), sendo que a meta em países mais desenvolvidos é de 9 m2/kW (32 m2/tr). Uma vez definida a capacidade de refrigeração, podemos estimar a demanda de alimentação elétrica 1,25 kW/tr, ou seja, a demanda elétrica de 0,35 kW para uma demanda de refrigeração de 1 kW, ou seja, um coeficiente de desempenho (COP) de 2,9 kW de refrigeração por kW elétrico.</p>
<figure id="attachment_117" aria-describedby="caption-attachment-117" style="width: 707px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-117 size-full" src="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura8.jpg" alt="" width="707" height="402" srcset="https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura8.jpg 707w, https://delfengenharia.com.br/wp-content/uploads/2019/11/figura8-300x171.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /><figcaption id="caption-attachment-117" class="wp-caption-text">Gráfico 1 – Perfil de carga térmica ao longo do dia típico de verão.</figcaption></figure>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A norma NBR 16655 partes 1, 2 e 3 é um exemplo claro de como uma norma nasce, é elaborada, aprovada e poderá ser usada para melhorar, tornar mais acessíveis e mais eficientes bens que conduzem à melhora da vida das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Oswaldo de Siqueira Bueno, é engenheiro mecânico, consultor, diretor da Oswaldo Bueno Engenharia e Representações e coordenador do CB55 da Abrava</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Portal Engenharia e Arquitetura</p>
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